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Lobby é destaque em conferência no Congresso Mega Brasil
Maira Manesco
17/5/2018 12:59:00
Para Guilherme Cunha Costa, Presidente da Abrig, "lobby é pensar nos ganhos para toda sociedade".

Amplamente discutido no Brasil nos últimos anos, o assunto “Lobby – O profissional de Comunicação e as Relações Institucionais e Governamentais na hora da verdade” também foi tema de conferência durante o segundo dia do 21º Congresso Mega Brasil de Comunicação, Inovação e Estratégias Corporativas, que a Mega Brasil Comunicação realiza até hoje (17/5), no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo. A discussão foi comandada por Guilherme Cunha Costa, Presidente da Abrig – Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais, sob mediação de Simone Gallo Azevedo, Gerente de Relações Institucionais e Governamentais do Itaú.

No início de 2018, o Ministério do Trabalho incluiu na lista da Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) a profissão de Relações Institucionais e Governamentais, que dentre as 91 possíveis competências, está a de lobista – aquele profissional responsável por praticar o lobby político, ou seja, defender o interesse de grupos e atuar em negociações junto ao poder público. A profissão já é regulamentada em 23 países.

Entretanto, devido aos diversos escândalos de corrupção e outras atividades não muito corretas, o termo tem sido olhado com grande preconceito no Brasil. “Ainda que o sentido tenha sido deturbado ao longo dos anos, não podemos abandonar este termo. O que muitas pessoas estão fazendo é substituí-lo por Relações Institucionais e Governamentais, mas lobby ainda é o que atrai atenção e visibilidade a atividade, comentou Guilherme Cunha Costa, Presidente da Abrig.

No mundo corporativo, as organizações precisam estar cientes de que "defender políticas públicas em que somente a empresa ganha é errado. Lobby é pensar nos ganhos para toda sociedade", afirma Costa. Já quando olhamos para o profissional que atua neste segmento, o executivo completa “é preciso agir com transparência e legitimidade”.

Ao longo dos anos é possível perceber o tanto que o Brasil perdeu por não ter a regulamentação da profissão, e para os próximos anos, a missão é recuperar os prejuízos e limpar as manchas que o tempo deixou no lobby. 



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