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Pra combater fake News, educação, leitura crítica e responsabilidade
João Pedro Andrade
17/5/2018 14:26:00
Rosa Vanzella, vice-presidente de atendimento da Máquina Cohn&Wolfe

De acordo com estudos realizados pela ERC (European Research Council) durante as eleições americanas de 2016, 27% dos americanos em idade eleitoral consumiram notícias falsas a favor do, então, candidato à Presidência, Donald Trump. Essa é uma porcentagem que pode parecer pífia frente à relevância que o termo fake news ganhou em tempos recentes, não fosse o fato de ela representar cerca de 65 milhões de americanos. Outra pesquisa, desta vez encabeçada pela Kantar IBOPE Media, com 8 mil pessoas englobando Brasil, Estados Unidos, Reino Unido e França, revelou que, entre esses países, os brasileiros são os que mais acreditam em notícias falsas.

Por tudo isso, as fake news foram tema do debate “Mundo Fake: a gestão de crise em um cenário de fake news e opiniões acirradas”, apresentado na manhã deste último dia do 21º Congresso Mega Brasil de Comunicação, Inovação e Estratégias, que a Mega Brasil Comunicação realiza em São Paulo.  Barbara Libório, jornalista de dados e repórter do Aos Fatos (primeiro veículo brasileiro voltado exclusivamente à checagem de informações), com participação de Rosa Vanzella, vice-presidente de atendimento da Máquina Cohn&Wolfe foram mediadas pela gerente sênior de relações públicas da Samsung América Latina, Carol Silvestre.

Libório, em seu papel de especialista, explicou os métodos de trabalho utilizados pelo Aos Fatos para verificação de dados e informou que notícias falsas e boatos sempre existiram. “O que mudou”, disse, “foi a maneira como a informação é consumida”. De acordo com pesquisa do Aos Fatos, 33% dos leitores consomem notícias através de redes sociais, aplicativos de mensagem e mecanismos de busca – solos férteis para a divulgação de informações sem precedentes confiáveis. “Compartilhar notícia é, às vezes, um ato muito emocional. As pessoas compartilham porque a notícia vira munição no debate. ‘Eu vou mostrar que eu estou certo’. ‘Quero provar que ele está errado’. Compartilham aquilo sem pensar duas vezes. Isso, a gente precisa combater. Quem compartilha também tem responsabilidade”, frisou.

Para evitar escândalos envolvendo fake news, é importante que empresas estejam preparadas e façam monitoramento constante do que se fala sobre elas, não somente na imprensa, mas também nas redes sociais. Também é imprescindível investir e incentivar a educação da população para que possam fazer curadoria crítica das notícias que consomem e compartilham. Somente assim, as noticias falsas poderão perder força e relevância e se tornarem uma marca do passado.



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