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Comunicação do futuro: narrativas legítimas, dados genuínos e influenciadores certos
Juliana Vilas
17/5/2018 17:41:00
Regina Augusto, Maurício Fogaça e Luis Joly contam o segredo da Olgivy Brasil

Num momento histórico em que a tecnologia é protagonista, as informações são abundantes, os processos são dinâmicos e inovar é obrigação cotidiana, a única certeza que parece resistir ao longo de séculos é o poder incontestável das boas histórias. Narrativas bem contadas, com personagens atraentes oferecidas para o público certo é, comprovadamente, uma receita de sucesso quase infalível. Ainda. Ou mais do que nunca.

O setor de comunicação percebe e tenta lidar diariamente com cenários cada vez mais imprevisíveis e desafiantes. Ou “volátil, incerto, complexo e ambíguo”, nas palavras de Regina Augusto, diretora de Estratégia e Conteúdo da Ogilvy Brasil, que mediou a Conferência “Futuro da Comunicação” na tarde do segundo e último dia do 21º Congresso Mega Brasil de Comunicação, Inovação e Estratégias Corporativas, que a Mega Brasil Comunicação realiza no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo. 

Ao lado de dois parceiros de trabalho da Olgivy Brasil, Regina mostrou os cases que colocaram o grupo na lista das 10 melhores operações de PR do mundo. E demonstraram que “a agência do futuro já funciona: agnóstica de mídia, híbrida e baseada em dados”. A integração entre diversas disciplinas -- de Comunicação, Ciências Sociais, Tecnologia etc.-- é apontada como o diferencial da Olgivy Brasil no cenário atual. Formar times coesos que misturam profissionais de diferentes formações e competências é uma estratégia que tem trazido resultados reais e surpreendentes. Mais uma vez, a diversidade assume a função de elemento inovador nas agências e marcas em sintonia com os novos tempos.

“As formas e plataformas são importantes, claro, mas o cerne da questão é o propósito. E com o fim das fronteiras entre as disciplinas de comunicação, conseguimos criar campanhas ricas e relevantes”, analisou Regina, que destacou ainda o quanto a tecnologia empodera pessoas e marcas numa velocidade e intensidade maiores do que poderíamos imaginar. Assim, a ciência de dados torna-se o principal tesouro das empresas de sucesso.  “Os dados são essenciais para o futuro. Estamos começando neste processo, tentando entender, e não temos a real noção do desfecho. Mas algumas coisas, é certeza, não vão mudar. Boas narrativas nunca foram tão importantes quanto hoje.”

Maurício Fogaça, diretor de New Business e Planejamento da Ogilvy Brasil endossou a posição de Regina e foi além, ao entregar a equação do sucesso: “a agência do futuro terá que influenciar pessoas por meio de narrativas legítimas, dados genuínos e influenciadores certos, além de acompanhar bem os resultados”. A bem falada legitimidade das narrativas não depende somente de um lampejo inspirador ou de uma equipe afiada de criação. E é nesse contexto que faz diferença a multidisciplinaridade do grupo que elabora e executa os planos de comunicação. Contar bem uma história genuína depende de certa dose de “transpiração” -- até mais do que inspiração. E também da pluralidade de vivências e olhares.

Campanhas de sucesso

“A integração das disciplinas é fundamental para construir narrativas legítimas e com propósito. E, associar isso aos diferenciais que já tínhamos, como a força do time de criação, tem trazido resultados excelentes”, declarou Fogaça, que encantou a plateia ao demonstrar alguns exemplos de campanhas bem sucedidas. A lista tem peso e tamanhos notáveis. 

Alguns exemplos: #mostratuapele, de conscientização sobre o câncer melanoma; #RespireAgosto, sobre o Dia Mundial do Câncer de Pulmão; e uma parceria da IBM com a Pinacoteca do Estado de São Paulo que, por meio de inteligência artificial, democratiza o acesso às artes plásticas. As obras literalmente conversam com o visitante da mostra, que faz perguntas e recebe respostas lógicas e didáticas. Pelo visto, a tecnologia é um personagem bem mais interessante quando capaz de interagir positivamente com pessoas e personas reais, deixando tudo mais humano, ou demasiadamente humano. 



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