:: Tome Nota

DataRobot se torna referência internacional

10/10/2018 15:41:00
Criada pelos amigos Jeremy Achin e Tom de Godoy (à direita), a DataRobot é reconhecida pela CB-Insights como uma das 100 na aplicação de algoritmos de inteligência artificial

Há 20 anos, dois jovens estudantes se conheceram na Universidade de Massachusetts (EUA). Apaixonados pela área de ciência de dados, os amigos Jeremy Achin e o brasileiro Tom de Godoy (à direita), decidiram estender a parceria para os negócios, e fundaram, em 2012, a DataRobot, empresa de machine learning automatizada, que utiliza sua própria plataforma para criar modelos de aprendizado de máquina em questão de minutos. Hoje, Jeremy é o CEO da empresa (sediada em Boston), enquanto que Tom assume o posto de CTO.

Atualmente, ambos ocupam o 20º lugar no ranking mundial da Kaggle, que conta com mais de 800.000 cientistas de dados registrados. Além disso, a empresa é reconhecida pela CB-Insights como uma das top 100 mais promissoras na aplicação de algoritmos de inteligência artificial em mais de 25 setores, que vão desde saúde a segurança cibernética. E vale destacar também que, recentemente, a companhia foi a ganhadora de dois prêmios da Datanami - um RCA por machine learning e outro pela plataforma de ciência de dados.

Apesar de estar ausente do país há duas décadas, Tom está empenhado em trazer a plataforma DataRobot para o Brasil, onde é comandada pelo country manager Marcos Hayashi. Por aqui, um dos principais clientes é a Lenovo, que utiliza a plataforma DataRobot para equalizar a oferta e a demanda semanal dos varejistas por milhares de notebooks da fabricante. “Como brasileiro me sinto no dever de trazer a tecnologia, pois ela poderá representar um grande benefício econômico e social”, comenta Tom.

De acordo com o empreendedor, a DataRobot teve sua origem em uma competição de ciência de dados da Kaggle, onde Jeremy e ele competiam juntos. “Estava muito claro que todas as empresas estavam gerando muitos dados, mas poucas conseguiam aplicar análises para essas informações. Vimos neste momento a oportunidade para criar uma plataforma que pudesse alavancar a inteligência artificial para automatizar o processo de análise, já que não existem cientistas de dados em quantidade suficiente para suprir a demanda das empresas”.

Seis anos atrás, quando a companhia foi lançada, era difícil atrair investidores, uma vez que o conceito de IA ainda era novo e poucos acreditavam no aprendizado de máquinas. Porém, em 2013, a Atlas Venture, comandada por Christopher Lynch, investiu US$ 3,3 milhões na companhia, o que levantou o capital e fez com que, atualmente, a DataRobot totalizasse US$ 124 milhões de VCs, incluindo Accomplice,NEA, IA Ventures, Intel e outros.

“Nossa tecnologia permite um salto de produtividade e qualidade dos serviços, impulsionado pela inteligência artificial, que pode ser utilizada virtualmente por empresas de todos os setores. Basta haver dados para alimentar o aprendizado de máquina. Projetos que levavam meses, podem ser realizados em apenas dois dias”, finaliza Godoy.



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