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RME e Google apresentam parceria para cidadania empresarial em escala
Juliane Duarte
29/5/2019 12:29:00
Da esq.para a dir. Júnia Nogueira de Sá, Valdir Leite, Ana Fontes e Flávia Barbosa (foto: Luiz Machado)

Como a cidadania empresarial muda (de verdade) a vida das pessoas? Essa foi a pergunta que conduziu as apresentações da última conferência do segundo dia do Congresso Mega Brasil de Comunicação, Inovação e Estratégias Corporativas 2019, que acontece de 27 a 29 de maio, no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo.

A jornalista, consultora de comunicação estratégica e mediadora da sessão, Júnia Nogueira de Sá, já anunciava ao público o que esperar: “Vocês vão conhecer o ciclo completo da cidadania corporativa”, disse antes de convidar ao palco a fundadora e CEO da Rede Mulher Empreendedora (RME), Ana Fontes, e ohead de Marketing e Produto do Google, Valdir Leite.

“O impacto vem em pessoa física”, completou Júnia em tom de descontração ao chamar a empreendedora e criadora de experiências da Capins da Terra. Se hoje Flávia S. Barbosa abre um sorriso para demonstrar felicidade por sua empresa de chás estar indo bem, a história nem sempre foi assim. “Eu queria agradecer. Agradecer pela oportunidade que foi o divisor de águas na minha vida”, disse, ao e referir ao WomenWill, programa de empreendedorismo destinado às mulheres, realizado pela RME em parceria com o projeto Cresça com o Google.

O WomenWill também foi a iniciativa que evidenciou que o empreendedorismo destinado às mulheres poderia ganhar novas proporções. A gigante da tecnologia fez aporte de US$ 1 milhão para formatar o programa Ela pode em parceria com a RME e, assim, escalar o impacto social para todo o País. “Nossa meta é oferecer o treinamento em empreendedorismo para 135 mil mulheres até dezembro de 2020”, contou Valdir Leite

Métricas de Impacto

O executivo da Google explicou que dos principais pilares do projeto realizado em parceria com a RME está em fortalecer a autoconfiança das mulheres para empreender. “Nossas métricas de avaliação vão em dois sentidos, saber se o projeto teve impacto na performance pessoal, mas também, na autoconfiança das participantes. Para tirar uma ideia do papel é preciso acreditar na ideia e confiar na gente”, justificou. 

“Não vou simplificar e dizer que é fácil, porque não é, mas é um trabalho com profundidade e é emocionante ver o resultado”, complementou Ana Fontes.

O Ela pode é favorável aos esforços pela equidade de gênero, pela redução da desigualdade e crescimento econômico e pela implementação de parcerias para gerar impacto social: três dos dezessete Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) que compõem a Agenda Global 2030.

A ação evidencia que as empresas podem contribuir com o desenvolvimento da sociedade a partir de estratégias de cidadania corporativa, como sugere o Pacto Global das Nações Unidas.  

Valdir Leite reforçou que todas as ferramentas abordadas no treinamento são gratuitas e que “nosso objetivo é contribuir para a autonomia financeira das mulheres e gerar crescimento econômico a partir da cultura digital”.  

Flávia Barbosa concordou que a gratuidade do treinamento e das ferramentas foi um fator muito favorável à aplicação do que aprendeu.  Ela, que já havia enfrentado duas experiências má sucedidas de empreendedorismo antes de passar pelo WomenWill confirma: “Agora eu sei identificar meu público-alvo e as melhores oportunidades de negócios. Hoje, por exemplo, estou muito feliz porque meu estoque de chás acabou”, declarou a empreendedora ovacionada pela plateia. 



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