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Na coluna A
política como ela é desta semana, o jornalista e consultor político Gaudêncio Torquato questiona: O que
aconteceria se Lula, mesmo com 80% de aprovação popular, tivesse adiado o
tradicional carnaval de fevereiro para o mês de abril, em homenagem a um de
seus ministros, o mais querido (quem seria?), se acaso este deixasse nosso meio
às vésperas da festança do Rei Momo? Para ler o artigo O direito ao riso, CLIQUE
AQUI
No artigo Ante os pequeninos, o jornalista Sérgio Lapastina continua a analisar pelo viés da Comunicação as
lições do livro Sinal Verde, de Chico Xavier, pelo espírito de André Luis.
Segundo o colunista, não existe criança - nem uma só - que não solicite
amor e auxílio, educação e entendimento. Para ler a coluna Comunicação com
todas as letras, CLIQUE AQUI
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| As idéias expressas pelo autor não refletem, necessariamente, a opinião do Jornal da Comunicação Corporativa e de seus editores. |
Ante os pequeninos
03/09/2010 - 08:34:46
E vamos em
frente nas lições do Sinal Verde, de Chico Xavier, pelo espírito André Luiz...
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ANTE OS PEQUENINOS
A criança é uma edificação espiritual dos responsáveis por ela.
Não existe criança - nem uma só - que não solicite amor e auxílio, educação
e entendimento.
Cada pequenino, conquanto seja, via de regra, um espírito adulto, traz o
cérebro extremamente sensível pelo fato de estar reiniciando o trabalho da
reencarnação, tornando-se, por isso mesmo, um observador rigorista de tudo o
que você fala ou faz.
A mente infantil dar-nos-á de volta, no futuro, tudo aquilo que lhe dermos
agora.
Toda criança é um mundo espiritual em construção ou reconstrução,
solicitando material digno a fim de consolidar-se.
Ajude os meninos de hoje a pensar com acerto dialogando com eles, dentro das
normas do respeito e sinceridade que você espera dos outros em relação a você.
A criança é um capítulo especial no livro do seu dia-a-dia.
Não tente transfigurar seus filhinhos em bibelôs, apaixonadamente guardados,
porque são eles espíritos eternos, como acontece a nós, e chegará o dia em que
despedaçarão perante você mesmo quaisquer amarras de ilusão.
Se você encontra algum pirralho de maneiras desabridas ou de formação
inconveniente, não estabeleça censura, reconhecendo que o serviço de reeducação
dele, na essência, pertence aos pais ou aos responsáveis e não a você.
Veio-se a sofrer algum prejuízo em casa, por depredações de pequeninos
travessos, esqueça isso, refletindo no amor e na consideração que você deve aos
adultos que respondem por eles.
Hum... assunto delicado... E, vamos ser sinceros: profissionais de comunicação
poderiam dar ótimos educadores... mas não deixa de ser um teste para saber se
estamos nos comunicando bem, se estamos transmitindo a informação de forma
simples, fazendo com que o receptor compreenda a mensagem, se estamos
utilizando a melhor meio e, acompanhando o feedback, se podemos ou não evoluir no
conteúdo... verdade amigos, tudo, tudo mesmo, acaba caindo na boa e velha
teoria da comunicação.
Mas analisemos a lição...
"A criança é uma edificação espiritual dos responsáveis por ela"... O
que eu fiz para ter uma criança como essa?... quantos pais já não bradaram essa
questão diante de uma estripulia de seus filhos? "Mas eu era tão
comportado... a quem será que essa criança puxou?
Esquecemo-nos de que, muito provavelmente, nossos pais falaram a mesma coisa da
gente.
Contudo, vale destacar que muitas vezes (nas minhas sempre) essa mesma frase é
dita com alegria, com orgulho... oras, que benção é ter essa criança aqui na
minha casa, ter a oportunidade de lhe educar, de amparar, de auxiliar, de
brincar com ela, de vê-la crescer e ajudar a construir o mundo.
Perdemos a paciência? Ora, claro, todos os dias... praticamente a toda hora.
Mas a encontramos no primeiro sorriso devolvido, no primeiro momento em que
dedicamos a essa criança nossa atenção.
Na época de mídias sociais, de virtualização de praticamente todas as relações
- e lá vai o dinossauro aqui assumindo o teclado - é muito bom levantar de
madrugada para buscar a filha adolescente na festa da casa dos amigos, levar o
pequeno para o jogo no colégio, ir com a menina assistir ao mais novo desenho
da Disney nos cinemas, juntar os amiguinhos e fazer uma pizza e em todos esses
momentos falar sobre como eles estão, olhar em seus olhos e compreender que a
vida ali continua.
Compreendemos todos os seus desejos? Claro que não. Tentamos dar explicações pela
nossa vivência e nesse momento descobrimos que não vivemos ainda o suficiente
para dizer nada que lhe mova ou demova a mente de suas idéias... e que ninguém,
por favor, conte que muitas vezes eles estão certos... por favor.
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