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Na coluna A
política como ela é desta semana, o jornalista e consultor político Gaudêncio Torquato questiona: O que
aconteceria se Lula, mesmo com 80% de aprovação popular, tivesse adiado o
tradicional carnaval de fevereiro para o mês de abril, em homenagem a um de
seus ministros, o mais querido (quem seria?), se acaso este deixasse nosso meio
às vésperas da festança do Rei Momo? Para ler o artigo O direito ao riso, CLIQUE
AQUI
No artigo Ante os pequeninos, o jornalista Sérgio Lapastina continua a analisar pelo viés da Comunicação as
lições do livro Sinal Verde, de Chico Xavier, pelo espírito de André Luis.
Segundo o colunista, não existe criança - nem uma só - que não solicite
amor e auxílio, educação e entendimento. Para ler a coluna Comunicação com
todas as letras, CLIQUE AQUI
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| As idéias expressas pelo autor não refletem, necessariamente, a opinião do Jornal da Comunicação Corporativa e de seus editores. |
Hora de Mudar
01/09/2010 - 09:23:09
Vez
por outra ouço um relato de alguém que resolveu dar uma guinada de 180° em sua
vida. Isso acontece quando algo grave ocorre ou quando o nível de paciência e
tolerância chega a um determinado limite e aí aquele pequeno detalhe faz toda a
diferença. É
o caso do enredo do filme “Um dia de Fúria”, no qual um homem desempregado
chega ao seu limite, pressionado por todos os lados, abandona seu carro em um
congestionamento e resolve combater as injustiças do dia-a-dia de uma grande
cidade. Outra
narrativa bem comum é quando uma pessoa passa por um sério problema de saúde,
após aquela cirurgia do coração ou depois da recuperação de um infarto, passa a
valorizar mais a própria vida, destinar mais tempo a cuidar do corpo e fazer
aquilo que realmente gosta, vivendo mais prazerosamente e dando mais
atenção às coisas simples do cotidiano,
tais como desfrutar a companhia dos filhos, fazer aquela viagem há muito
adiada, tirar alguns dias para realizar aquele sonho sempre procrastinado. Em
uma atividade profissional também pode ter chegado o seu prazo de validade,
percebido quando não há mais motivação, nem motivos para acordar cedo,
enfrentar o trânsito e um chefe exigente, além daqueles colegas chatos que
contam as mesmas piadinhas todos os dias e você não vislumbra uma perspectiva
de crescimento. Do mesmo modo um relacionamento no qual o amor já não mais
existe e, por conveniência, acomodação ou aparências as pessoas perpetuam o
convívio, mais se agüentando do que desfrutando da presença do outro ou ainda
porque sai mais barato ficar junto do que sofrer a divisão dos bens e
respectivos impostos a serem pagos. Em
um certo período também fiz uma dessas mudanças radicais: Mudei de trabalho, de
cidade, de namorada, de faculdade e comecei tudo do zero. Era, naquele momento
necessário, precisava provar a mim mesmo minha capacidade. Confesso que foi
difícil cuidar da minha própria vida, tomar as minhas decisões, assumir minhas
responsabilidades, mas no final valeu a pena e se tivesse que voltar, faria
tudo novamente. Em
uma empresa, para você que é empreendedor, quando as coisas não vão bem, quando
há prejuízo após prejuízo, tentativas de reerguê-la foram infrutíferas,
esforços foram em vão, talvez tenha chegado a hora da virada, que pode ser
apenas um ajuste de foco, de rumo, de produto, de clientes, de políticas, de
preferência antes de chegar ao fundo do poço, situação em que não há como
retornar. Uma
boa avaliação da situação, o apoio de consultorias externas, alguém que possa
fazer um diagnóstico da situação e propor alternativas pode fazer uma grande
diferença. Ao
resolver mudar, procure fortalecer-se e ter uma boa estrutura psicológica, pois
isso pode implicar em demissões, adaptações, solicitação de créditos,
empréstimos, abrir mão do orgulho e de patrimônios conquistados a duras penas. Aproveite
para renovar seu otimismo e sua tolerância para exercitar sua flexibilidade,
humildade e persistência. Redefina
seus objetivos, as condições para atingi-los, faça um bom plano de ação e
procure cumpri-lo, envolva as pessoas comprometidas com você e com o seu sonho
e gradativamente recupere-se. Fácil,
certamente não é, mas se tiver o espírito empreendedor é justamente nesses
momentos de grandes dificuldades que o põe à prova, pois vencedor é aquele que
continua quando a maioria desiste ou encontra alguma desculpa qualquer para não
seguir adiante. Ao
final, após a turbulência, quando já tiver superado suas dificuldades, não se
assuste nem se irrite quando alguém disser: “Teve sorte”, ou “Não falei? Ainda
bem que seguiu os meus conselhos”... Por
falar em conselho, um que penso ser oportuno é:
“Fé em Deus e pé na tábua”.Ajudam
também um bom planejamento, quem sabe o apoio de um coaching ou uma consultoria
especializada em gestão de mudanças.
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