6/9/2010

Na coluna A política como ela é desta semana, o jornalista e consultor político Gaudêncio Torquato questiona: O que aconteceria se Lula, mesmo com 80% de aprovação popular, tivesse adiado o tradicional carnaval de fevereiro para o mês de abril, em homenagem a um de seus ministros, o mais querido (quem seria?), se acaso este deixasse nosso meio às vésperas da festança do Rei Momo?  Para ler o artigo O direito ao riso, CLIQUE AQUI


No artigo Ante os pequeninos, o jornalista Sérgio Lapastina continua a analisar pelo viés da Comunicação as lições do livro Sinal Verde, de Chico Xavier, pelo espírito de André Luis. Segundo o colunista, não existe criança - nem uma só - que não solicite amor e auxílio, educação e entendimento. Para ler a coluna Comunicação com todas as letras, CLIQUE AQUI

Luiz Roberto Serrano
As idéias expressas pelo autor não refletem, necessariamente, a opinião do Jornal da Comunicação Corporativa e de seus editores.

Sustentabilidade, o mote natural do Brasil
27/04/2010 - 07:28:24

A imprensa deveria encarar a candidatura de Marina Silva à Presidência da República mais como uma oportunidade de discussão da vida partidária no Brasil do que simplesmente do ponto de vista do seu impacto na corrida eleitoral de 2010, como vem ocorrendo.
Por tudo que leio, a senadora analisa a decisão sob o prisma da reestruturação que o PV pretende empreender em sua organização, em seu programa, em suas propostas e o impacto que tudo isso pode causar na política e no desenvolvimento do país.
Mas, apesar disso, prevalece nas abordagens da imprensa o enfoque eleitoral, com raras exceções.
Se tudo o que Marina Silva se propõe a transformar no PV acontecer estará nascendo uma alternativa partidária contemporânea ao Século XXI, com propostas de desenvolvimento sustentável sintonizadas com um mundo que precisa descarbonizar sua economia e desenvolver tecnologias limpas. E não só para preservar o meio ambiente, o que já é um desafio monumental. Mas também para manter o desenvolvimento com as taxas de crescimento necessárias para criar riquezas e distribuí-las com justiça – tudo que o Brasil precisa.
O sistema partidário brasileiro ainda não está consolidado, como ocorre na Europa e nos EUA, onde os partidos têm longas e centenárias histórias. Por aqui, o PT só tem 30 anos, ocupando o espaço de partido socialista ou de centro esquerda, surgido tardiamente em função das restrições da ditadura de Vargas num primeiro momento e da ditadura militar de 64, num segundo. O PMDB, nascido no pós-64, resiste n regime democrático sem ideologia, sem propostas, vivendo apenas de fisiologismo. O PSDB, originalmente de centro esquerda foi empurrado para o centro e inchou demais por ter chegado muito cedo ao poder. O . DEM, ex-PFL, ex-Arena, tenta ser de direita liberal. Os demais, PSB, PCdoB, PTB, PPS, etc, são periféricos.
O PV com consistência, como promete Marina Silva, propicia um “aggiornamento” do quadro partidário brasileiro, aos moldes dos modelos europeus. Pode trazer luzes novas para as discussões sobre o desenvolvimento brasileiro. A sustentabilidade, entendida em seu sentido amplo, é o mote natural de um país como o Brasil.



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