6/9/2010

Na coluna A política como ela é desta semana, o jornalista e consultor político Gaudêncio Torquato questiona: O que aconteceria se Lula, mesmo com 80% de aprovação popular, tivesse adiado o tradicional carnaval de fevereiro para o mês de abril, em homenagem a um de seus ministros, o mais querido (quem seria?), se acaso este deixasse nosso meio às vésperas da festança do Rei Momo?  Para ler o artigo O direito ao riso, CLIQUE AQUI


No artigo Ante os pequeninos, o jornalista Sérgio Lapastina continua a analisar pelo viés da Comunicação as lições do livro Sinal Verde, de Chico Xavier, pelo espírito de André Luis. Segundo o colunista, não existe criança - nem uma só - que não solicite amor e auxílio, educação e entendimento. Para ler a coluna Comunicação com todas as letras, CLIQUE AQUI

Jô Furlan
As idéias expressas pelo autor não refletem, necessariamente, a opinião do Jornal da Comunicação Corporativa e de seus editores.

Flexibilidade e Perseverança
22/04/2010 - 09:09:59

A falta de flexibilidade em um projeto é um dos maiores fatores de insucesso. Imbuídos de um grau de certeza quase obsessivo, podemos não avaliar as informações e sinais que demonstram que algumas mudanças devem ocorrer para atingirmos o resultado desejado.
De muitas formas talvez você, assim como eu, já tenha tido a sensação de realmente ter tomado uma decisão que mudaria sua vida. O resultado seria realizar enfim aquilo que se deseja. Isso fez com que dezenas de vezes ou mais, eu fosse dormir ou acordasse dizendo que naquele momento tudo seria diferente. Hábitos e padrões de comportamento que eram nocivos a mim, já identificados em dezenas e dezenas de cursos, conversas, divagações, brain storms (torós de palpite) teriam que ser mudado. Essa transformação teria o poder de mudar minha existência. Tenho que admitir que, normalmente a grande decisão não é necessariamente fruto de um momento único, repleto de euforia e êxtase ou simplesmente devido a uma frase, um pensamento, uma metáfora, a influência de uma pessoa, a transformação vem através de tudo isso junto e muito mais.
Para refletir:
“Um homem estava tentando quebrar uma grande pedra com sua marreta, já havia batido nela no mesmo ponto 199 vezes. Concentrou sua energia mais uma vez para dar mais uma marretada com toda força sob os olhares atentos e estupefatos das pessoas que o assistiam fazer esse trabalho com tamanha perseverança. Na última marretada, um som diferente e estrondoso foi ouvido. Percebeu-se então, que a pedra havia se partido quase cirurgicamente no exato ponto da última batida. Um dos observadores se aproximou e disse:
– Você conseguiu quebrar a pedra com a sua última marretada.
O homem da marreta olhou para o observador dizendo a ele:
– Não, desculpe-me eu discordo do senhor. Eu quebrei a pedra com 200 marretadas, a última nada teria significado se não fossem as anteriores para enfraquecer a resistência dessa pedra.
O poder da decisão está relacionado com a intensidade daquilo que desejamos e dos outros fatores que alicerçam a nossa tomada de decisão. Por exemplo: saber o que realmente desejamos.
Muitas vezes nas nossas vidas, desejamos fazer coisas que a princípio parecem tão fora da realidade, bem mais próximo do improvável, apesar de não ser impossível, quando falamos sobre elas uma distância quase intransponível fica evidente. Acreditamos sem muita certeza e começamos a falar de como seria realizar aquilo. Aos poucos algumas coisas começam a se tornar mais evidentes, afinal quando sabemos para onde olhar ou o que procuramos, identificando o alvo ou objeto, torna-se mais simples e realmente mais fácil. Porém, até que tenhamos o máximo grau de comprometimento e crença naquilo que desejamos, acabamos passando por um processo “mourejante” e lento de transformação, digno de reconhecimento pelo alto nível de persistência, teimosia e muita, muita perseverança. Mudar assusta e pensar em melhorar nossos resultados vai exigir fé, determinação e esperança de poder ser melhor, fazendo o melhor. Uma crença poderosa permite o máximo de sinergia e foco na obtenção de resultados. Sendo assim, percebi que a mudança real e consistente pode ter como gatilho um evento comportamental intenso e vigoroso, porém deve ser embasados num processo contínuo de melhoramento com foco na superação e inspirado nos mais elevados padrões.
Dessa forma, seremos capazes de assumir uma identidade básica de alto padrão em constante transformação, com o grande desafio de aprender, crescer, mudar e melhorar. Transpondo barreiras, superando obstáculos, poderemos aprender com o passado, aproveitar o presente e acreditar no futuro e, assim experimentar o poder do autodesenvolvimento e da autorrealização. Essa experiência pode gerar muito bem-estar e senso de certeza o que aumenta o seu poder de realização. Para maximizar ainda mais essa sensação, experimente realizar o perdão a si mesmo e quaisquer outras coisas que podem causar mágoa a você, afinal somos seres humanos com virtudes e defeitos, falhas e imperfeições. Perdoar é o alicerce da liberdade e saúde emocional. Você pode mudar, só depende de você.

Tempo de plantar e tempo de colher
Mesmo quando tiver a sensação de estar plantando em solo infrutífero, não desista de semear. As boas sementes jamais se perdem.  Muitas vezes não temos ainda hoje a capacidade de perceber o alcance ou a penetração daquilo que foi semeado.
Um dia, as condições poderão ser propícias a sua germinação. Cada semente tem um tempo específico. Depende de muitos fatores, mas é necessário acreditar no seu potencial de evoluir, crescer e brotar.
O seu trabalho é o de semear; o da terra é o de produzir. Talvez ainda não tenha encontrado a melhor terra para plantar, talvez se ainda não detenha a melhor habilidade para plantar, mas a prática estimula a melhoria, a evolução, à habilidade.
Apesar da dúvida e da incerteza que às vezes habita em nossa alma, precisamos acreditar em algo. Precisamos acreditar que as sementes podem se tornar mais que uma árvore, podem ser tornar uma grande floresta.
Viva para fazer da sua vida, uma vida com sentido e direção.
Não permita que a sensação de infertilidade do solo justifique cruzar os braços. Às vezes o que falta é fazer um pouco mais.
Invista um pouco mais de coragem, de ousadia, de planejamento, de determinação, de esperança, dedicação e fé.
Vivemos tempos confusos onde prevalece o conveniente ao invés do correto e ético.
Acredite nos bons frutos que essas suas sementes poderão gerar.
O insucesso ou a ausência de êxito momentâneo não atestam a nossa incapacidade, apenas demonstram que ainda não era o momento.
Continue a adubar a terra com o suor do seu esforço, mesmo que para isso tenha que se superar a cada dia.
Auxilia um pouco mais aqueles que talvez estejam demorando a corresponder as suas expectativas. Afinal uma floresta é mais forte que uma árvore sozinha.
Às vezes o que lhes falta é apenas um pouco mais de carinho, atenção, apoio e amizade.
Lembre-se que até mesmo as plantas ficam mais viçosas quando recebem um pouco mais de energia e calor. Imagine só o que isso poderá fazer pelas pessoas que participam da sua vida.
Acredita na qualidade da semente e poderá se surpreender com os resultados.



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