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Na coluna A
política como ela é desta semana, o jornalista e consultor político Gaudêncio Torquato questiona: O que
aconteceria se Lula, mesmo com 80% de aprovação popular, tivesse adiado o
tradicional carnaval de fevereiro para o mês de abril, em homenagem a um de
seus ministros, o mais querido (quem seria?), se acaso este deixasse nosso meio
às vésperas da festança do Rei Momo? Para ler o artigo O direito ao riso, CLIQUE
AQUI
No artigo Ante os pequeninos, o jornalista Sérgio Lapastina continua a analisar pelo viés da Comunicação as
lições do livro Sinal Verde, de Chico Xavier, pelo espírito de André Luis.
Segundo o colunista, não existe criança - nem uma só - que não solicite
amor e auxílio, educação e entendimento. Para ler a coluna Comunicação com
todas as letras, CLIQUE AQUI
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| As idéias expressas pelo autor não refletem, necessariamente, a opinião do Jornal da Comunicação Corporativa e de seus editores. |
Supremo libera do humor na política. Como se precisasse.
31/08/2010 - 09:36:41
O ministro do Supremo
Tribunal Federal (STF) Carlos Ayres Britto concedeu nesta quinta-feira, dia 26
de agosto, liminar que libera a veiculação de sátiras e manifestações de humor
contra políticos durante as eleições. A liminar foi pedida pela Associação
Brasileira de Emissoras de Rádio e TV (Abert), que ajuizou ação questionando o
artigo 45 da Legislação Eleitoral, segundo a qual "é vedado às emissoras de rádio e televisão, em sua programação normal e
noticiário, usar trucagem, montagem ou outro recurso de áudio ou vídeo que, de
qualquer forma, degradem ou ridicularizem candidato, partido ou coligação, ou
produzir ou veicular programa com esse efeito". Entendo que a medida veio
em boa hora, já que a vedação era uma forma de censura à livre manifestação de
pensamento, garantido constitucionalmente. Se, eventualmente, algum humorista
ou algum programa de humor se exceder, atingindo a honra ou a dignidade do
candidato, o mesmo terá à sua disposição instrumentos jurídicos para pleitear a
reparação dos danos causados – como qualquer cidadão. Na realidade, o Ministro
do Supremo ficou em uma situação incômoda após o início do programa eleitoral
gratuito nas tevês e rádios, já que os próprios candidatos fazem um programa de
humor e tanto. Apesar das aberrações de sempre, o programa atual traz elementos
de puro programa de auditório de humor. Da pior qualidade é verdade, mas sem
dúvida nenhuma com momentos hilários. Ou seja, a própria classe política
brasileira se auto-ironiza, não precisando de atores para fazê-lo. O que é
triste, e nem um pouco engraçado, é que esses “políticos” são conhecidos como
”puxadores de voto” e muito provavelmente ganharão a simpatia dos eleitores e
estarão nos representando nos parlamentos, criando leis, fiscalizando o Poder
Executivo, elaborando orçamentos, definindo políticas públicas etc. E isso
deveria ser sério e não mais um ato anti-republicano no sentido de votar no
mais engraçado, ou na figura mais exótica só como uma forma de “protesto” (?) ao
status quo. Ou, ainda, por simpatia
por um personagem. Como diz uma professora amiga minha, “quem disse que
brasileiro não sabe votar? Sabe sim! Ele elege seus iguais.” Aproveitando o
bordão, pode acreditar: pior que tá, fica.
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