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Na coluna A
política como ela é desta semana, o jornalista e consultor político Gaudêncio Torquato questiona: O que
aconteceria se Lula, mesmo com 80% de aprovação popular, tivesse adiado o
tradicional carnaval de fevereiro para o mês de abril, em homenagem a um de
seus ministros, o mais querido (quem seria?), se acaso este deixasse nosso meio
às vésperas da festança do Rei Momo? Para ler o artigo O direito ao riso, CLIQUE
AQUI
No artigo Ante os pequeninos, o jornalista Sérgio Lapastina continua a analisar pelo viés da Comunicação as
lições do livro Sinal Verde, de Chico Xavier, pelo espírito de André Luis.
Segundo o colunista, não existe criança - nem uma só - que não solicite
amor e auxílio, educação e entendimento. Para ler a coluna Comunicação com
todas as letras, CLIQUE AQUI
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| As idéias expressas pelo autor não refletem, necessariamente, a opinião do Jornal da Comunicação Corporativa e de seus editores. |
Salve Jorge
30/08/2010 - 09:01:57
Muitas
empresas têm engenheiros como presidentes porque teoricamente eles são bons em
números. Pior ainda é na área de ensino que tem um monte de curiosos. Quando o
jornalista exerce outras funções ele é encarado como peixe fora dágua, principalmente
quando atinge altos postos. É o caso de Miguel Jorge, hoje ministro do
Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, que conduz comitivas de
empresários pelo mundo e abre as portas para negócios de importação e
exportação, entrevistado na revista Negócios da Comunicação dirigida por
Audálio Dantas. Impossível remontar a sua carreira brilhante sem esbarrar em
histórias, muitas que remetem à própria história recente da imprensa
brasileira. Eu o encontrei recentemente em seu gabinete em Brasília e lembrei
de seus tempos na direção do Estadão, 30 anos atrás, quando uma vez o vi no
corredor e lhe contei que havia saído do departamento de RH onde disputava uma
vaga e ele, gentilmente, orientou que usasse seu nome no item “você conhece
alguém na empresa?” como uma espécie de “fiador”, uma vez que o havia
entrevistado para uma revista semanal.
Um dos criadores do Jornal da Tarde – “o daquele tempo não tem nada a ver com a
versão de hoje” - lembra que em 1966, tempo da ditadura militar, saia da redação
e freqüentava bares da boemia paulistana onde todos bebiam, conversavam e
tinham respeito pelos antigos jornalistas. No grupo tinha homossexuais,
comunistas e direitistas declarados. Queriam fazer um jornalismo diferente, não
apenas registrar o fato, mas, contar histórias. Uma delas foi a dos sujeitos
que se atiraram numa briga de trânsito. O repórter escalado falou que não tinha
história porque não achou o endereço. No dia seguinte Miguel foi até o local e
remontou a história com as pessoas que encontrou por lá. O repórter não
apareceu com medo de ser demitido.
A expulsão de um censor aos gritos por Ruy Mesquita, a redação toda batendo
palma, “uma cena maravilhosa”, a crise do Estadão por conta da desvalorização
cambial do Delfim Netto, as reuniões no chamado “mesão”, onde se decidia o que
o jornal publicaria no dia seguinte, a primeira mulher editora de arte, colocar
mais informação no texto menor, sintetizar, tudo foi feito pelo entrevistado.
Até que um dia recebeu telefonema do presidente da Volkswagen que o convidou
para assumir importante cargo. Depois, outro telefonema, para o Banco
Santander, depois para o governo Lula. Uma merecida carreira de sucesso deste
grande jornalista.
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