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Na coluna A
política como ela é desta semana, o jornalista e consultor político Gaudêncio Torquato questiona: O que
aconteceria se Lula, mesmo com 80% de aprovação popular, tivesse adiado o
tradicional carnaval de fevereiro para o mês de abril, em homenagem a um de
seus ministros, o mais querido (quem seria?), se acaso este deixasse nosso meio
às vésperas da festança do Rei Momo? Para ler o artigo O direito ao riso, CLIQUE
AQUI
No artigo Ante os pequeninos, o jornalista Sérgio Lapastina continua a analisar pelo viés da Comunicação as
lições do livro Sinal Verde, de Chico Xavier, pelo espírito de André Luis.
Segundo o colunista, não existe criança - nem uma só - que não solicite
amor e auxílio, educação e entendimento. Para ler a coluna Comunicação com
todas as letras, CLIQUE AQUI
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O papel do líder é transformar...mas se este líder não conseguir enxergar, não conseguirá liderar
16/12/2009 - 11:23:15
POR VALERIA CAFÉ
Durante as reuniões da UNFCCC em Copenhagen, assisti a uma reunião organizada pelo International Chamber of Commerce sobre Energia e Mudanças Climáticas. Hoje nós enfrentamos dois problemas de energia no mundo. O primeiro é que enfrentamos um significante aumento de demanda energética e o segundo é a necessidade de fornecer este acesso energético para todos. Para se ter uma idéia, por volta de 2 milhões de pessoas no mundo não têm acesso à energia. As considerações inerentes a estes dois problemas são o custo para atender a esta demanda, os recursos para implementação, como os governos e as instituições estão gerenciando estes problemas e ainda, como transformar esta energia em uma energia sustentável. A questão está na eficiência financeira, energética e também na melhor utilização desses recursos, para que não sejam perdidos. Se as empresas fizerem bem este trabalho, elas podem inclusive gastar menos. Ontem vi um exemplo muito interessante do que pode ser feito sobre este assunto: A Eskom, maior empresa de energia da África do Sul e responsável por 90% do mercado de energia elétrica nacional, colabora financeiramente, junto com o governo federal do país, na construção de casas sustentáveis junto a comunidades locais. O fato é que essas famílias moravam em favelas e resolveram se reunir para organizar uma comunidade de base visando captar recursos para a construção de suas próprias casas, desenhadas e construídas pela própria comunidade. O governo da Africa do Sul oferece os recursos necessários para a construção dessas casas e a Eskom entrega a essa comunidade um percentual financeiro do que deixou de ser gasto em energia na região (uma vez que as casas são energicamente sustentáveis). Isso porque existe um grande problema de falta de energia no país e a Eskom não tem capacidade para atender a todas as regiões. Por isso, esse esforço é tão importante. O projeto já existe há 10 anos e deu tão certo, que estão estimadas a construção de cerca de 25.000 casas no país para 2010. Estamos falando aqui da necessidade de novas tecnologias, da possível criação de um Fundo Financeiro para ajudar os países em desenvolvimento e neste contexto, o mercado de carbono poderia contribuir muito para a construção deste fundo, mas também de inovação para encontrar novas formas sustentáveis de desenvolvimento, como é o caso do exemplo da Africa do Sul. Existe uma pressão muito grande para a criação de políticas públicas nacionais que ajudem as empresas a investir na direção correta e já existe também uma discussão sobre a conscientização do consumidor sobre seu estilo de vida e consumo. No final, é ele, consumidor, que dita as regras do Mercado e o quanto quer pagar por isso. Os desafios são inúmeros, mas é possível ver uma luz no final do túnel quando encontramos exemplos criativos de sustentabilidade. Nossos governantes deveriam prestar mais atenção no que o seu povo pode fazer. Hoje eu ouvi uma frase muito inteligente do CEO da Eskom e que fica como reflexão: “Se você não consegue enxergar, não poderá liderar”.
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